Filho do Leão


Hoje
27 agosto, 2010, 9:33 pm
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Hoje parece que é tudo mentira, máscara, capa, maquiagem para esconder o verdadeiro, a repugnante cara feia!

Hoje o ar parece pesado, denso, insuficiente, moribundo, arrastado ao mesmo tempo que é cortante, faz sangrar algo por dentro, não importa o quanto se tente livrar-se das farpas, a existência delas é inegável e o efeito delas, tangível demais para se fingir que estão ausentes.

Por fora se vê pouco do estrago interno, só verá quem andar pelo caminho da profundidade. Você se acha capaz de andar nesse nível de conhecimento? Não comece se não quiser ir até o fim…não dê o primeiro passo se não estiver disposto a chegar ao fim da estrada. Por aqui não se acham os tijolos amarelos de Dorothy.

Hoje me sinto como um rato escondido na toca, porque o gato à espreita é demasiadamente assustador para se considerar a possibilidade da saída, da exposição, do enfrentamento.

Discursos triunfalistas parecem extremamente vazios, um continente sem conteúdo firme, durável, confiável.

Os pensamentos vagueiam desordenados em espaços medonhos, insanos, como vias sinuosas sem um fim certo, ou que transpareça segurança. É como se tudo o que pode ser abalado estivesse sendo abalado.

Hoje minha necessidade da Fortaleza, da Rocha Eterna, das mãos que sustentam o mundo, da Luz das nações, do Desejado das nações, do aconchego de se estar sob àquelas adoráveis asas, está ainda mais aparente, presente, pulsante, viva.

Somente a certeza de encontrar tal lugar, ainda disponível a mim, pode me fazer permanecer crendo na relevância dos dias. É preciso crer na bondade eterna e existente em qualquer que seja a situação, mesmo quando se duvida de sua realidade ou alcance.

Alcance-me, oh paz do Príncipe da paz!

Encontrem-me, oh olhos como chama de fogo e queimem tudo o que precisa ser eliminado. Tu e só Tu és minha esperança!

C.H. Leonel



The Real Me
16 março, 2010, 2:03 pm
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Imagens por trás do reflexo do espelho

Há dias em que eu acordo e não gosto nada do que vejo no espelho…ou melhor, não gosto de tudo o que há por trás daquele rosto refletido no espelho. Quando minhas atitudes são tão desprezíveis, ou será que elas só revelaram a podridão que sempre esteve lá? Aquela latente vontade de fazer o que é errado? Aquelas fraquezas de causar ojeriza, náuseas, êmeses…?

Depois de me sentir tão indigno e impuro, começo a me perguntar: “E se eu me mostrasse completamente sem máscaras? O que as pessoas pensariam? O que as pessoas fariam? Será que ainda diriam frase como: ‘Eu te amo’, ‘Eu te admiro’, ‘Eu gosto de estar contigo’ e outras como essas…? Será? Será que restaria algum amigo?”

No poço do sentimento da completa inadaptação, eu mesmo me respondo que nenhuma delas permaneceria!

Se nem eu tenho vontade de continuar a conviver com esse ser, que eu escondo o máximo possível, quem mais quereria passar tempo, o mínimo que fosse, com tal ser?

A única certeza é de que Deus continua a insistir em me querer, mesmo conhecendo esse amontoado de fraquezas tão notáveis e inegáveis existentes em mim! Às vezes eu pergunto a Ele: “Por que você não desiste de mim?”. Tenho a impressão de que seria mais fácil se Ele desistisse de mim, se não tivesse tanto amor assim por mim. Mas graças a Deus, graças à graça de Deus, a qual ainda me alcança!

Ô graça imensurável e incompreensível…Gostaria de entendê-la tanto quanto gostaria de conseguir recebê-la, ou melhor, aceitá-la nesses momentos de inadequação. Por que se é graça, em sua essência ela é para momentos ou pessoas inadequadas, inaptas, inaceitáveis, imperdoáveis de outra maneira deixa de ser graça, deixa de ser imerecida e torna-se passível de compra, troca, negociação.

Por tudo isso, o que eu posso fazer é receber, na minha indignidade, todo o digníssimo, distinto e imensurável amor do Pai das luzes em quem não há mudança, nem sombra de variação e, portanto, continua me amando, mesmo conhecendo meus pecados passados e todos os que ainda vou cometer!

Jesus na vida, galera!

C. H. Leonel