Filho do Leão


Do paraíso ao paraíso

Jardim

Jardim

 

 No princípio, Deus criou os céus e a terra, criou também tudo o que neles há. Mas ao homem Ele deu de si próprio. Ele o fez parecido consigo mesmo, soprou nele o fôlego de vida. Deus fez o homem para que fosse filho e, como um Pai, deu responsabilidades ao homem, inclusive, a responsabilidade da escolha, fato que o fez responder por suas ações.

 O homem escolheu ir contra a vontade de Deus, seguiu os desejos de seu coração e pecou. Assim, a morte espiritual caiu sobre o homem, morte esta que significa a separação entre Deus e o homem, como se um véu fosse posto e impedisse a livre comunicação e intimidade entre o Criador e a criatura feita com tanto esmero. Uma íntima relação havia no jardim do Éden, quando a cada dia o Senhor de todo o universo vinha à terra para conversar com o homem.

Mas Deus tinha um plano para levar de volta a Si mesmo a sua criatura, livrar-se do véu que o separava de nós. O pecado nos separava dEle, esta separação estava representada pelo véu no templo que Deus projetou como sua morada temporária entre os homens. O véu fazia separação entre o santuário e o lugar onde a presença de Deus se manifestava, chamado de lugar santíssimo.

E a redenção dos homens, o próprio Deus encarnado, andou entre os homens, identificou-se com eles e se fez pecado no lugar deles. O pecado, que era o véu que nos impossibilitava de viver na plena comunhão com a presença manifesta de Deus, foi posto sobre Jesus e enquanto Ele tinha seu corpo moído, açoitado, rasgado o poder do véu diminuía, pois cada escoriação fazia seu sangue escorrer, sangue é vida e a vida do próprio Deus começava a ser acessível a toda a humanidade. Quando, enfim, o Senhor Jesus expirou na Cruz o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.

E Deus hoje mora no templo construído por suas próprias mãos: o homem. E levará aos que foram salvos, pela obra da cruz, ao lugar de muitas moradas, a cidade celestial, a nova Jerusalém. A cidade que brilha como a luz de um cristal resplandecente, com muros de Jaspe. Os fundamentos dela são de pedras preciosas, ela tem doze portas e cada uma delas é uma pérola, sua praça é de ouro puro. Nela não há templo porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro. Nessa cidade não haverá noite, pois a glória de Deus a tem iluminado e o Cordeiro é a sua lâmpada.

Essa é a futura morada daqueles que estão inscritos no livro da vida.

Apocalipse 21:10-27

 

Nova Jerusalém

Nova Jerusalém

C. H. Leonel